sábado, 23 de fevereiro de 2008

Amarante, meu fanzine no passo 3

-> esse é o meu fanzine, Amarante, que estará sendo vendido no anipólitan 2008,
Título; Amarante
Arte; preto e branco com capa colorida
nº de pgs; 24
Gênero; Aventura
sinópse; Depois de narrar como Janya se tornou a fria e determinada guerreira que protagoniza essa história, surge uma nova personagem para desviar o foco das coisas, um garoto que traz de volta poderes que ela não esperava re-encontrar e uma batalha sangrenta com um dragão do exército de Daryuu, o terrível rei dragão que acabou com sua infância.
mais informações no site: http://www.anipolitan.com.br

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Pink Spider (tradução)

Você se cerca de espinhos e de teias de mentiras
Um mundo pequeno, que você pensou ser tudo
Você fere tudo aquilo que se aproxima
Você pensou que o céu era um quadrado feito de teias
"É isso... Isso é tudo que está aqui, não é?"
Você disse... E isso também é mentira!

Selvagemente decoradas, suas texturas parecem solitárias
Inusitadamente, pássaro do paraíso veio lhe dirigir a palavra
"Roube as asas daquela borboleta e venha para cá!"
Tudo que você deseja está do outro lado

"PINK SPIDER "Eu quero ir!
"PINK SPIDER "Queria eu ter asas...!"

Ignorando o desesperado suplico da borboleta que capturaste
Você olha encantado para o céu
"Eu não te feri porque te odeio,
É que eu não tenho asas
E o céu é tão alto...!"

"Você pode usar minhas asas, SPIDER
Você não conhece a dor de um vôo sem fim
E talvez você perceba um dia,
Que você só esteve voando nas palmas da mão de alguém
E até ousou chamar aquilo de liberdade. "

Não se pode voar com asas emprestadas
Logo você cai diretamente ao chão

PINK SPIDER "Não dá!"
PINK SPIDER "Mas eu posso ver o céu..."
PINK SPIDER "Eu fracassei
"PINK SPIDER "Queria eu ter asas...!"

além deste céu vê-se com dificuldade
Pássaros migrando ao sul
"Vamos voar mais uma vez, perfurando essas teias
Desta vez com um próprio jato
Quando aquela nuvem passar..."

PINK SPIDER
O céu está chamando
PINK SPIDER PINK SPIDER

Uma aranha cor-de-rosa flutua através dos céus...

Essa música foi escrita em 1997, compositor hide( escreve-se com letras minúsculas e pronuncia-se hi-dê), no Japão, onde, na época, existia uma grande pressão sobre as pessoas para que fossem perfeitas e executassem suas funções de forma impecável na sociedade. De contra partida os jovens estavam perdidos numa instituição falida cheia de regras e estereótipos que os sufocavam, ninguém lhes dizia o que era certo ou errado e por que eles tinham que ser tão perfeitos e esforçados. (devo acrescentar aqui que o Japão possui um problema quanto ao método conservador de ensino que é aplicado no país, salvo raríssimas exceções de professores que tentam fazer seu bom trabalho independentemente da supervisão das escolas.)

Além de toda essa pressão, surgiu na mesmo época um movimento em que as garotas (e até os meninos)consumiam exageradamente chegando a prostituir-se para manter-se na moda e cultuavam a extravagancia ao limite do bom senso. Foi nesse período tb que os jovens do Japão foram mais estimulados a consumir, apesar de que eles já eram estimulados à isso desde a volta da Europa ao mercado internacional após a guerra fria. Em contra partida a esse movimento nasceu o visual kei (linhagem visual) em que o hide se enquadra, esses adolescentes eram o oposto dos outros, usavam um visual muito mais pesado e dark, as vezes feitos por eles próprios, maquiagens que chamavam atenção e protestavam dessa forma contra a opressão que sofriam, a forma como eram podados e a propaganda que fazia a cabeça dos jovens. Eles queriam ter identidade, falavam sobre sentimentos e sobre o desconhecido que não lhes era permitido conhecer.
O hide, ao longo da vida, fez coisas parecidas com as que a princesa Daiana fazia, só que com o dinheiro que ele conseguia trabalhando.
Tudo que foi dito assima compreende aos acontecimentos anteriores a data de 1998, pois foi neste ano que o hide, depois de gravar o PV (Promotional Video) de Pink Spider abalou o Japão com a sua morte, com um velório milionário que durou uma semana. é possível ver como ele era importante para os jovens e como suas musicas ajudavam a seguir em frente. Na verdade a mensagem que fica é: as pessoas são iguais em qualquer parte do mundo, a vida é feita de ciclos, aconteceu na Fança,aconteceu no Basil, aconteceu no Japão e na Inglaterra, mais cedo ou mais tarde jovens vão se fazer ouvir, libertos das correntes, na África e no Oriente Médio, o sentimento de todos é igual, temos sempre que buscar concertar o que está errado para podermos seguir, nos libertando da *caverna seguinte.

*A alegoria da caverna foi escrita por Platão, 300 anos antes de Cristo. Era uma espécie de história que explicava o pensamento humano, uma ideia fictícia que faz referencia à realidade.
tratava-se de homens acorrentados a parede de uma caverna, virados para a outra parede sem que pudessem ver a saída acima deles. a luz iluminava a parede a frente de seus rostos e era possível ver as sombras do que passava do lado de fora. Esses homens nunca haviam visto o mundo exterior. Um dia um deles sai e vê todas as maravilhas reais e volta para contar aos outros, mas ninguém credita nele, e o matam.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Carta Aberta de artistas brasileiros Sobre a preservação da Floresta Amazônica

Para Assistis com áudio à carta assece: http://www.amazoniaparasempre.com.br/

Leia

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da temperatura do Planeta.
Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias. Apesar do extraordinário esforço de implantarmos unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável, a devastação continua. Mesmo depois do sangue de Chico Mendes ter selado o pacto de harmonia homem/natureza, entre seringueiros e indígenas, mesmo depois da aliança dos povos da floresta “pelo direito de manter nossas florestas em pé, porque delas dependemos para viver”, mesmo depois de inúmeras sagas cheias de heroísmo, morte e paixão pela Amazônia, a devastação continua.
Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. Continuamos um povo irresponsável. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.
Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semi-abandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos valiosos recursos naturais.
Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:
"A Floresta Amazônica é patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais"
Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA AMAZÔNICA. JÁ!
É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.
SOMOS UM POVO DA FLORESTA!